Lançamentos 2009/2010

Sedãs compactos e médios, o City chegou


Nem miniCivic, tão pouco Fit sedã. O City, de acordo com a classificação da Honda, inaugura um novo segmento. Acabamento caprichado, espaço na cabine e no bagageiro – apesar de ser um sedã compacto - são seus principais trunfos. O três-volumes da montadora japonesa não possui concorrentes diretos em função da sua faixa de preço, que parte de R$ 56.210 e chega a R$ 71.095.

Construído sob uma nova plataforma, o City sai da fábrica de Indaiatuba (SP) com destino não só ao mercado brasileiro, como para outros países da América do Sul e Latina. O desenvolvimento da terceira geração do modelo, que foi lançado na Ásia em 1996, tem como principal característica não estar vinculado às formas do Civic nem do Fit, apesar de sua lateral remeter ao sedã médio da marca.

As semelhanças param por aí. Na dianteira, o City possui uma grande grade com três fileiras e faróis horizontais, inseridos em uma superfície marcada por vincos. Já a traseira abusa de recortes geométricos, principalmente nas lanternas. Na cabine, o painel tem cor preta predominante com detalhes que imitam aço escovado.

Disponível em três versões (LX, EX, EXL), com câmbio manual ou automático, sendo todas equipadas com motor 1.5 i-Vtec flex e direção elétrica, o City oferece um porta-malas de 506 litros, contra 340 litros do Civic. O comprimento do sedã compacto é de 4,40 metros e seu entre-eixos chega aos 2,50 metros.

Ao volante, condução lembra o Fit

A mesma dirigibilidade encontrada nos modelos da Honda foi mantida no City, tanto na versão com câmbio manual como no automático de cinco velocidades, avaliadas pelo iCarros em um curto percurso rodoviário de 11 quilômetros. Apesar disso, foi possível avaliar o comportamento das versões em baixas e altas velocidades.

O sistema i-Vtec do motor, distinto da unidade do Fit, Civic e Civic Si, tem seu funcionamento voltado para a economia de combustível. Por meio de um módulo eletrônico, as válvulas de admissão são liberadas ou não, conforme o desempenho do carro. O consumo não foi divulgado. A potência máxima é de 115 cv (g) e 116 cv (a), sempre a 6.000 rpm. Já o torque é de 14,8 kgfm a 4.800 giros.

O câmbio manual possui engates precisos, mas conta com uma alavanca um pouco curta, mas que não chega a atrapalhar a condução. Para as mulheres, é preciso um pouco de força para acionar o freio de mão. A versão topo de linha, EXL, traz borboletas atrás do volante para as trocas manuais. No modo drive, as trocas de marcha desta transmissão são praticamente imperceptíveis. Já se o condutor escolher a tecla S, é ele quem comanda as mudanças de marcha.

Foram investidos R$ 180 milhões para a produção do modelo. A versão de entrada LX vai representar 57% da produção da linha. A intermediária ficará responsável por 28% e a mais cara corresponderá a 15%. Em relação ao câmbio, espera-se que o automático detenha a maior parte das vendas, com 68%. Por enquanto a montadora não pretende inserir o motor 1.4 no modelo, mas esta hipótese não está descartada, já que tornaria o carro mais acessível.

Baixo nível de ruído interno, dirigibilidade, acabamento esmerado e espaço são as armas do City para brigar no mercado. O que conta contra o modelo é o seu preço - principalmente na versão mais cara EXL (mais de R$ 70 mil) -, o que faz com que ele atue em um mercado com diversos representantes, que vão do Volkswagen Polo ao Fiat Linea, ou seja, sedãs menores mais bem acabados até três-volumes de categoria superior. E para quem deseja um Fit com um porta-malas mais espaçoso, a nova opção também não deve ser excluída.

Fonte: Icarros

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