
Até que ponto o prazer ao dirigir proporcionado por um câmbio manual compensa as centenas de trocas de marchas necessárias nas cada vez mais congestionadas ruas e avenidas brasileiras? Por outro lado, a comodidade da caixa automática exige um maior poder aquisitivo. Para resolver essa questão, há algum tempo, a indústria nacional oferece câmbios automatizados, que nada mais são que caixas convencionais dotadas de atuadores eletro-hidráulicos e centrais eletrônicas responsáveis pela troca de marchas.
A Chevrolet já possui o Easytronic e a Fiat oferece o Dualogic. Agora é a vez de a Volkswagen entrar no mercado dos câmbios automatizados com o Polo I-Motion, o primeiro modelo da marca a contar com o ASG, a caixa automatizada da VW. A versão será oferecida tanto para o hatch como para o sedã. Segundo a montadora alemã, o custo de equipar o carro com o ASG é de R$ 2.450. Os preços da versão I-Motion são R$ 42.580 para o Polo 1.6; R$ 50.465 para o Polo Sportline 1.6; R$ 44.810 para o Polo Sedan 1.6 e R$ 53.810 para o Polo Sedan Comfortline 1.6.
O que é o ASG?
Automated Sequencial Gearbox. Este é o significado da sigla por trás do câmbio automatizado do Polo I-Motion. A peça foi desenvolvida em conjunto pela VW brasileira, pela matriz alemã e pela italiana Magneti Marelli e passou por mais de 1,4 milhão de quilômetros de testes antes do lançamento. O câmbio é o mesmo que já é utilizado no motor 1.6 flex de 101 cv com gasolina e 105 cv com álcool do Polo convencional, porém, foi substituída a ação do motorista sobre a peça pelos citados atuadores eletro-hidráulicos e uma central eletrônica.
‘Cada ação é monitorada até a conclusão da operação’, revelou José Loureiro, gerente executivo de engenharia da VW. Ou seja, a central do câmbio ‘conversa’ com a do motor e monitora a marcha engatada, o giro do propulsor e a posição do pé no motorista. É desta maneira que, no modo automático, a peça reconhece a hora de reduzir ou aumentar a marcha em aclives e declives, ou em ultrapassagens.
Em relação ao câmbio manual convencional utilizado no Polo, o MQ-200, foram alteradas as relações das engrenagens da segunda, terceira e quarta marchas com o intuito de diminuir o ‘tranco’ nas trocas. O disco de embreagem adotado no ASG do modelo também é mais resistente. Com a adição da caixa automatizada, o Polo, sedã e hatch, ganhou 8 kg a mais no peso. Pouco em comparação com os cerca de 40 kg extras de um câmbio automático comum, segundo a Volkswagen.
Por que o Polo?
Entre os modelos da VW, por que a escolha do Polo? Por que não o Gol, ainda mais tendo em vista que, recentemente, o maior rival do modelo, o Palio, recebeu o câmbio automatizado? Segundo a montadora alemã, o Polo é um modelo já conhecido por ser pioneiro em tecnologias, como, por exemplo, a versão BlueMotion. Além disso, a maior oferta de equipamentos em relação ao Gol também foi levada em conta e o público do Polo considera exatamente esses dois fatores: tecnologia e status. Futuramente, a VW prometeu aumentar a gama I-Motion para outros carros.
Como o I-Motion se move?
O tradicional câmbio manual do Polo é muito bom nos quesitos suavidade e precisão. Sendo assim, o ASG precisa ser para os automatizados o que o MQ-200 representa para as caixas convencionais. Nessa tarefa o I-Motion se dá bem, a começar pela usabilidade da alavanca, simples e fácil de se acostumar. Com o mínimo de prática, já possível operá-la sem ao menos olhá-la.
Fonte: Icarros
Fonte: Icarros
1 comentário
O polo já é muito bonito e bom e com essa nova versão então vai ficar melhor. Um abraço a todos do blog...
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